terça-feira, 18 de outubro de 2011

Conheça a narval, uma baleia com chifres


O Narval é um animal marinho classificado como um cetáceo e que pertence à família da baleias. Este mamífero que parece um unicórnio com uma baleia vive nas proximidades do Pólo Norte.
O chifre do animal é feito de marfim e chega a 3 metros de comprimento, pode ser utilizado para conseguir alimentos e para seduzir as fêmeas. Alguns animais possuem dois chifres e a maior preocupação dos ambientalistas é a morte desenfreada dos narvais em função do alto valor comercial que o marfim possui.
O convívio com outros narvais é pacífico com relação aos familiares, porém a hierarquização deles ocorre quando lutam pela presa, principalmente no verão em zonas costeiras.
A alimentação deste mamífero é basicamente o bacalhau e os cefalópodes. Com relação ao mergulho, ele pode chegar até mil metros de profundidade e a sua população é próxima de 50 mil animais.

Pesquisadores descobrem nova espécie de golfinho na Austrália


Pesquisadores anunciaram a descoberta na Austrália de uma nova espécie de golfinho. Até então, a população de cerca 150 indivíduos que vivia próximo a Melbourne era considerada como Bottlenose dolphins. Porém, exames de DNA e a análise de crânios permitiram a nova classificação, Tursiops australis, cuja descrição foi publicada na página da internet da revista "PLoS One".
Kate Charlton-Robb, da universidade Monash, em Melbourne, e sua equipe foram a vários museus para estudar os crânios dos golfinhos. Isso foi fundamental para mostrar que a nova espécie é claramente um animal diferente. Análises de DNA, porém, já indicavam diferenças entre espécies conhecidas e a nova (Tursiops australis).
- É inacreditável e fascinante descobrir que temos somente três novas espécies de golfinhos formalmente descritas e reconhecidas desde os anos 1800 - disse Kate.
A pesquisadora afirmou, ainda, que chama a atenção o fato da nova espécie viver muito perto dos pesquisadores, com populações residentes na baía de Port Phillip e nos lagos Gippsland, no estado de Victoria. Ela espera que mecanismos de proteção do novo golfinho sejam criados após a sua descoberta:
- É fundamental a proteção dessa nova espécie sobretudo pelo endemismo em uma pequena região do mundo, na qual apenas duas populações são conhecidas.

Filhote semi-albino de baleia Franca é visto em Itapirubá


Os pesquisadores do projeto Baleia Franca foram surpreendidos na manhã desta segunda-feira ao avistar um filhote semi-albino de baleia Franca na Praia de Itapirubá Sul. 


O gerente de campo do projeto, Rodrigo de Rose da Silva, acredita que o filhote tenha nascido há poucas semanas em águas catarinenses, em razão do tamanho e da coloração. Conforme Silva, o nascimento destes filhotes são raros devido a baixa probabilidade de combinação genética fundamental para proporcionar esta característica ao indivíduo. O registro deixou os pesquisadores animados. “Esse é o primeiro filhote nascido este ano que vimos nesta temporada, mas registramos indivíduos juvenis durante o sobrevoo, o que demonstra que o registro destes casos vem aumentando em águas brasileiras nas últimas temporadas”, disse Rodrigo. 


Segundo a Diretora de Pesquisa , Karina Groch, no sobrevoo realizado no início de setembro foram avistados 3 juvenis semi-albinos, nascidos em outros anos e com a coloração do corpo já acinzentada. 
Além do filhote acompanhado da mãe, em poucas horas de monitoramento entre as praias de Ibiraquera, em Imbituba, e Itapirubá Sul, em Laguna, foi possível registrar ao menos 26 baleias francas, 12 pares de fêmeas acompanhadas de seus filhotes e outros dois animais adultos sozinhos.Os pesquisadores do projeto Baleia Franca foram surpreendidos na manhã desta segunda-feira ao avistar um filhote semi-albino de baleia Franca na Praia de Itapirubá Sul. 


O gerente de campo do projeto, Rodrigo de Rose da Silva, acredita que o filhote tenha nascido há poucas semanas em águas catarinenses, em razão do tamanho e da coloração. Conforme Silva, o nascimento destes filhotes são raros devido a baixa probabilidade de combinação genética fundamental para proporcionar esta
característica ao indivíduo. O registro deixou os pesquisadores animados. “Esse é o primeiro filhote nascido este ano que vimos nesta temporada, mas registramos indivíduos juvenis durante o sobrevoo, o que demonstra que o registro destes casos vem aumentando em águas brasileiras nas últimas temporadas”, disse Rodrigo. 


Segundo a Diretora de Pesquisa , Karina Groch, no sobrevoo realizado no início de setembro foram avistados 3 juvenis semi-albinos, nascidos em outros anos e com a coloração do corpo já acinzentada. 
Além do filhote acompanhado da mãe, em poucas horas de monitoramento entre as praias de Ibiraquera, em Imbituba, e Itapirubá Sul, em Laguna, foi possível registrar ao menos 26 baleias francas, 12 pares de fêmeas acompanhadas de seus filhotes e outros dois animais adultos sozinhos.

Baleia é vista após 14 anos no Arquipélago de Abrolhos, sul da Bahia


Uma baleia foi fotoidentificada pelo Projeto Baleia Jubarte no Arquipélago de Abrolhos, no sul Bahia, no início do mês de setembro. De acordo com informações da assessoria do projeto, esta é a terceira vez que o animal, um macho da espécie jubarte, é visto na região em um período de 14 anos.
O local em que a baleia foi encontrada é uma área de reprodução, o que reforça a importância do projeto na preservação da espécie. A baleia foi avistada no último dia 12 de setembro, mas o projeto confirmou a identidade do animal somente esta semana, após uma análise comparativa das imagens do seu arquivo.
Segundo a assessoria, o processo de fotoidentificação registra o padrão de marcas das nadadeiras caudais das jubartes, que funcionam como uma impressão digital, sendo únicas em cada indivíduo.
O processo de fotoidentificação dura em média seis meses, mas a identificação desta baleia foi mais rápida, pois o animal já era conhecido dos pesquisadores. Atualmente o Projeto Baleia Jubarte possui 3.320 baleias fotoidentificadas. O Arquipélago de Abrolhos recebe cerca de 9.000 animais da espécie, de julho a novembro, no período de reprodução, informou a assessoria.

Baleia branca é flagrada em porto na Austrália


Wayne Fewings navegava com sua família em Cid Harbour, no estado de Queensland, na Austrália, quando flagrou o salto de um filhote de baleia branca, que devia ter aproximadamente 3,5 metros e poucas semanas de vida. “Eu não podia acreditar no que estava vendo”, disse ao jornal Daily Mail.  
mamífero foi identificado pelo oficial Mark Read, que confirmou a raridade da espécie. “Baleias brancas são incomuns na costa da Austrália”. Estima-se que existam apenas entre 10 e 15 baleias brancas vivendo nas águas australianas.

Orcas avançam quase 50 km por rio em feito inédito no Alasca

10/10/2011 

Percurso dos animais foi grande, afirma serviço ambiental dos EUA.
Entretanto, não sobreviveram; causa é desconhecida.


Na última semana, três orcas (Orcinus orca), também conhecidas como baleias- assassinas, foram vistas por moradores em um ponto que é 48 quilômetros distante do oceano. Os animais nadavam pelo Rio Nushagak, ao sul da cidade de Ekwok, no Alasca.
O fato chamou a atenção do Serviço Nacional para Vida Selvagem e Pesca dos Estados Unidos, já que as baleias são provenientes de ambientes com água salgada e teriam alcançado uma distância sem precedentes em água doce.


De acordo com o departamento do governo norte-americano, os mamíferos aquáticos foram observados por moradores durante o percurso. Entretanto, no último sábado (8) dois animais apareceram mortos. As causas ainda são desconhecidas.
Segundo Alexandre Charpinel, biólogo do Instituto Orca, organização ambiental do Espírito Santo, as orcas têm o costume de sair da água salgada e ir para rios em busca de alimentos. "É um comportamento normal. Elas saem do mar, vão até ambientes onde ainda existem níveis de salinidade, mesmo que baixos, em busca de alimento e depois retornam para o oceano", disse Charpinel ao Globo Natureza.
Entretanto, no caso dos espécimes do Alasca, o biólogo afirma que os animais percorreram uma distância atípica, provavelmente buscando alimentos. "O que pode ter ocorrido é algum problema na oferta de comida, mas não podemos afirmar que a causa da morte foi essa. É preciso estudar os animais para diagnosticar", explica.

População de boto-vermelho diminui 10% ao ano na Amazônia, diz Inpa

14/10/2011
A cada ano, a população de boto-vermelho (Inia geoffrensis) diminui 10%, por conta da caça predatória na região amazônica, de acordo com pesquisas realizadas por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI).

Informações apuradas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM), a 700 km de Manaus, dão conta de que o problema deve-se ao aumento da matança do boto para a pesca da piracatinga (Callophysus macropterus), peixe necrófago conhecido como urubu d'água.
“Esse golfinho endêmico da nossa região tem sido cruelmente abatido para ser usado como isca na pesca de um bagre, a piracatinga. Por isso, queremos estabelecer um processo que resulte na elaboração de ações efetivas para eliminar essa atividade cruel e insustentável na região”, disse a coordenadora do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA), do Inpa, Vera da Silva.
Com intuito de encontrar soluções para o problema, representantes do LMA, da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) têm encontro marcado na próxima terça-feira (18), na sede do Inpa, na Avenida André Araújo, Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, em um workshop para discutir a situação atual de conservação do boto-vermelho.
O evento reunirá ainda instituições e organizações interessadas na conservação e proteção dos recursos naturais da Amazônia.

Golfinho com um mês de vida nada com a mãe em zoo da Alemanha

17/10/2011




Nascido há um mês, Doerrte, um filhote de golfinho-nariz-de-garrafa, espécie chamada em inglês de bottlenose (Tursiops truncatus), nada com sua mãe, Delphi, nesta segunda-feira (17) no aquário do zoológico de Duisburg, na Alemanha.
No mês passado, três animais desta espécie nasceram ao mesmo tempo no aquário, considerado o maior local de reprodução de golfinhos em cativeiro de toda a Europa.



Bebê golfinho de poucos dias é resgatado no Uruguai

18 de outubro de 2011

Um bebê golfinho, mais precisamente uma toninha (Pontoporia Blainvillei) fêmea, foi resgatado nesta semana na praia de Piriápolis, a 90 km de Montevidéu, no Uruguai.
O pequeno cetáceo era tão novo, que ainda estava com o cordão umbilical preso ao corpo. O animal está se recuperando de lesões que podem ter sido causadas por uma rede de pesca.
A ONG SOS Rescate Fauna Marina recebeu o animal para tratá-lo. Um dos membros, Richard Tesore foi fotografado em várias cenas alimentando a toninha e brincando na água.










domingo, 24 de julho de 2011

Baleia encalha no litoral brasileiro

Foto: MÁRIO BITTENCOURT/AGÊNCIA ESTADO
20 de Julho de 2011
A temporada de reprodução de baleias da espécie Jubarte comecou em estado de alerta no litoral brasileiro. Desde o início da temporada, duas baleias já foram sacrificadas. No final da tarde desta terça-feira, 19, foi encontrada mais uma Jubarte, que encalhou na praia de Nova Almeida, no município da Serra, em Grande Vitória. Este foi o primeiro encalhe registrado no Espírito Santo neste ano. Segundo informações do Instituto Baleia Orca, o animal foi encontrado vivo e lutava para se soltar de um banco de arenito, conhecido popularmente como coral, a cerca de 15 metros da areia da praia.
A baleia, que mede aproximadamente onze metros, não resistiu aos ferimentos causados pela tentativa de resgate durante a madrugada e mostrou-se debilitada por passar a noite fora do mar. De acordo com o biólogo Alexandre Sharpinel, coordenador do Instituto Orca, o animal já estava bastante debilitado por problemas de saúde e, após o encalhe, não resistiu. Uma equipe de resgate está no local, avaliando como será a remoção da carcaça de forma a preservar o ambiente e a saúde pública. No último sábado, uma espécie de Jubarte encontrada no Rio Grande do Sul foi sacrificada, após dois dias encalhada na praia de Balneário Pinhal.

Projeto Baleia Franca avista 35 animais durante sobrevoo em Santa Catarina

Do total de mamíferos observados, 13 são pares de mães com seus filhotes, além de sete animais adultos e dois jovens

            Divulgação/ND
  Baleia Ivone e seu filhote foram avistados pela equipe do Projeto Baleia Franca

Nesta sexta-feira (22),  a equipe do Projeto Baleia Franca decolou da cidade de Içara (SC) com o objetivo de fazer o monitoramento dos mamíferos desde o sul da Ilha de Santa Catarina até a divisa com o Rio Grande do Sul. A equipe que fez o sobrevoo contou com a participação do Dr. Paulo Flores, Analista Ambiental do Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio, responsável em fotografar as baleias durante todo o voo, para que seja possível, posteriormente, a identificação individual de cada uma delas. Além das fotos, a equipe irá contar com vídeos feitos por uma produtora que também participou das sete horas de voo.
Ao todo foram avistadas 35 baleias, dessas, 13 são pares de mães com seus  filhotes, além de sete animais adultos e dois jovens. Um número dentro do esperado pelos pesquisadores, no entanto, o que chamou atenção foi a distribuição das baleias, a maioria concentrada em Laguna, entre o mar Grosso e a praia do Sul, onde 15 baleias foram avistadas.
 “Estamos apenas no início da temporada e muitas baleias ainda irão chegar em Santa Catarina para acasalamento e nascimento dos filhotes. O próximo sobrevoo, será em setembro, período correspondente ao auge da temporada reprodutiva das baleias francas em SC” disse Karina Groch, diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca.
 Baleias conhecidas voltam a Santa Catarina
 Duas baleias bastante conhecidas, identificadas pelo Projeto Baleia Franca desde 1999, foram avistadas durante o sobrevoo.  Uma delas foi a primeira baleia registrada pelo projeto no início desta temporada e batizada pelos voluntários deste ano com o nome de Ivone, em homenagem à avó de uma das voluntárias. “A baleia Ivone foi avistada  no dia 2 de julho na praia de Itapirubá e estava sozinha, ainda sem filhote. Agora foi avistada na praia da Gamboa, já com seu filhote recém-nascido. As baleias francas tem um filhote a cada 3 anos, e os registros da Ivone no Estado  seguiram este intervalo, este é quinto filhote que a Ivone tem aqui em SC, ao longo destes anos” fala com entusiasmo a Diretora de Pesquisa. 
 A outra baleia identificada e velha conhecida foi batizada há alguns anos de Felícia. O mamífero voltou para Santa Catarina neste ano com o filhote de um ano de idade para o desmame. “Com um ano de idade o filhote já está com as calosidades bem formadas - o que não ocorre com recém-nascidos - e poderá ser catalogado pelo PBF, proporcionando assim a possibilidade de reconhecimento futuro e acompanhamento das próximas gerações da família da baleia Felícia” revela Karina.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Baleia "agradece" aos homens que a salvaram...emocionante

15 de julho de 2011


A história desse vídeo que mostra o salvamento de uma baleia jubarte. Michael Fishbach junto com sua família e alguns amigos navegavam pelo mar de Cortez, Michael estuda o comportamento dessas baleias. Nesse dia eles encontraram uma jovem baleia jubarte presa e toda enrolada em redes de pescadores locais.
Eles pensaram que ela estava morta ou perto disso quando chegaram do lado dela, até que ela respirou forte, Michael então nadou até ela e viu o que acontecia. A baleia estava com as nadadeiras peitorais e a cauda enroladas numa rede bem grande. 
 "A visão desta enorme criatura presa e tão perto da morte foi quase esmagadora", afirmou o observador.
Aos poucos eles foram cortando essa rede, tudo isso levou cerca de uma hora e é mostrado nesse vídeo em poucos minutos.
Depois que ficou livre a baleia deu um show de saltos!
Uma história bem emocionante mesmo, sei lá, coisas assim recuperam minha fé nas pessoas.
E no final do vídeo uma garotinha solta essa frase:  ” Mamae, eu sei o que ela está fazendo. Está mostrando para nós que está livre”

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Brasil quer reservas para proteger baleias

13 de julho de2011
Criar grandes zonas protegidas onde as baleias possam viver sem medo dos arpões, mesmo que a moratória vigente sobre a caça de cetáceos seja suspensa, é o objetivo de países como Brasil e Argentina, conscientes de seu potencial turístico.
Durante a reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), que ocorre até quinta-feira na ilha de Jersey, Brasil e Argentina colocaram novamente na agenda do dia um projeto de refúgio para o Atlântico Sul, que se somaria a duas grandes reservas já existentes, no Oceano Índico (desde 1979) e no Oceano Austral (1994).


"A finalidade de uma reserva é fortalecer a moratória. Se um dia ela se abrir, serão conservadas grandes porções de oceanos fechadas à caça comercial", explica Vincent Ridoux, membro do comitê científico da CBI, a única instância de gestão dos grandes cetáceos.
No entanto, há poucas probabilidades de que esta proposta seja adotada neste ano, já que "isso faz parte das coisas que os japoneses rejeitam sistematicamente", destacou Ridoux, membro da delegação francesa em Jersey.
Japão continua capturando todos os anos pequenos rorquais na reserva do Oceano Austral, no âmbito de sua caça chamada científica, diante da ira dos defensores dos cetáceos.
Para nós, o mais importante é enviar um sinal político e conservar o tema na agenda do dia", destacou o responsável da delegação brasileira, Marcus Paranagua.
Uma reserva no Atlântico Sul seria útil para "ao menos sete espécies, entre as quais encontram-se a baleia azul, a baleia jorobada, a baleia franca e o rorqual comum", segundo Javier Rodríguez, um professor de biologia da Costa Rica e fundador da Fundação Promar.
A criação de uma nova grande reserva no Atlântico Sul, cujo trecho iria do Equador até os limites do Oceano Austral, permitiria sem dúvida proteger de forma mais eficaz as baleias que percorrem milhares de quilômetros.
"A baleia jorobada, por exemplo, passa sua temporada de reprodução nas águas quentes, e depois sua temporada de alimentação nas águas frias, o que significa que o refúgio do Oceano Austral não é suficiente para esta espécie", explicou Willie McKenzie, militante britânico do Greenpeace. "Ao criar uma reserva maior, você protege todo o ciclo vital da baleia", acrescentou.
Além da simples preservação das baleias, o "objetivo dos países sul-americanos, apoiados pela África do Sul", é também "desenvolver uma atividade turística sobre uma população de baleias com boa saúde", lembrou Vincent Ridoux, referindo-se à observação destes cetáceos.
Para muitos países que não são caçadores, as baleias permitem em primeiro lugar atrair os turistas. Segundo um estudo, o primeiro deste tipo, apresentado durante a reunião da CBI em Agadir, em 2010, esta atividade poderia arrecadar potencialmente 3 bilhões de dólares anuais e criar 24 mil empregos no mundo.
Esta perspectiva também explica a razão de, regularmente há cerca de 10 anos, os sul-americanos apoiarem este projeto, que para ser adotado deve obter a aprovação de três quartos dos 89 membros da CBI.
Não há dúvida de que voltará a se falar da reserva do Atlântico Sul no próximo ano, durante a próxima sessão da CBI, que será realizada no Panamá.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Golfinhos e baleias ameaçados pelo lixo plástico nos oceanos


JERSEY, Reino Unido — O lixo plástico na superfície dos oceanos é uma ameaça mortal para as baleias e os golfinhos e ainda não foi estudado pela ciência, segundo um estudo que será apresentado na reunião da Comissão Baleeira, que começa nesta segunda-feira na ilha britânica de Jersey.
Em 2008, 134 tipos de redes diferentes foram encontradas nos estômagos de duas cachalotes que encalharam no litoral da Califórnia, Estados Unidos, e que provavelmente morreram de oclusão intestinal. Em 1999, na cidade de Biscarrosse (sudoeste da França), uma baleia de Cuvier encalhou com 33 kg de plástico no corpo.
Os cetáceos, como as tartarugas e os pássaros, têm grande dificuldade de digerir esses dejetos, cada vez mais numerosos, indica o estudo apresentado ao comitê científico da Comissão Baleeira Internacional (CBI), viando à reunião de Jersey.
"A ameaça dos dejetos marinhos de plástico para inúmeros animais marinhos foi estabelecida há tempos, mas a ameaça para as baleias e os golfinhos é menos clara", considera o autor, Mark Simmonds, cientista chefe da Sociedade para a Conservação dos Golfinhos e Baleias (WDCS), uma ONG britânica.
"No entanto, foi estabelecido que esses dejetos podem causar dano aos animais, seja porque os ingere, ou porque ficam enredados neles", explicou.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) destacou em fevereiro, em seu informe de 2011, a forma com que milhões de dejetos plásticos ameaçam os litorais devido à utilização cada vez mais importante do plástico e de taxas de reciclagem ainda fracas.
A WDCS é favorável que a CBI assine o "Compromisso de Honolulu", um pedido internacional lançado em março, no Havaí, para incentivar os governos, associações e cidadãos a agir para reduzir os dejetos marinhos.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Projeto Baleia Franca registra a chegada de 15 baleias nas praias

07 de julho de 2011
Depois do primeiro registro de Baleias Franca no litoral Catarinense, nesse último fim de semana, a equipe de pesquisadores e voluntários do PBF/Brasil efetuou novos registros que abrem a temporada oficial de baleias. No sábado (2) três indivíduos foram avistados na Praia de Itapirubá, sede do Projeto Baleia Franca.

Já na terça-feira (5) e quarta-feira (6)a equipe percorreu desde o Cabo de Santa Marta (Laguna) até a Guarda do Embaú (Palhoça), onde foram registradas 12 baleias francas, sendo 10 indivíduos adultos e 1 par de mãe e filhote.
Desde o dia 22 de junho os pesquisadores do Projeto Baleia Franca estão realizando treinamento com os 15 voluntários selecionados para integrar a equipe nesta temporada. "O monitoramento das praias da região iniciou durante o treinamento, mas somente no sábado avistamos os primeiros indivíduos. Eram 3 adultos, entre eles um fêmea que se aproximou do costão de Itapirubá realizando diversos movimentos que permitiram a visualização da região ventral e determinação do sexo" afirmou a Diretora de Pesquisa do Projeto Baleia Franca, Karina Groch.
Os três indivíduos, avistados no sábado, foram vistos inicialmente na Praia de Itapirubá Sul, e estavam em deslocamento no sentido Norte. Já as demais baleias foram registradas nas praias do Cardoso (Cabo Sta. Marta), Ferrugem e Ouvidor (Garopaba) e Guarda do Embaú (Palhoça).
"As avistagens empolgaram os voluntários, que estavam na expectativa desde o início do treinamento", explica o gerente de campo do Projeto Baleia Franca, Rodrigo De Rose. Os voluntários são estudantes e recém-formados dos cursos de Biologia e Medicina Veterinária vindos de várias partes do Brasil para aprimorar seus conhecimentos e vivenciar a experiência singular de pesquisa em campo sobre as baleias franca.
Como reconhecer uma Baleia franca
A baleia franca austral, cientificamente chamada de Eubalaena australis, é uma espécie bastante dócil, nadando geralmente muito próxima à praia, logo após a arrebentação das ondas. Além das calosidades típicas existentes na cabeça, as baleias franca caracterizam-se por possuir o corpo predominantemente preto, apresentar nadadeiras peitorais em formato trapezoidal, cauda larga e pontuda. Podem pesar mais de 70 toneladas e atingir 18 metros de comprimento.
Os filhotes nascem após um ano de gestação, com cerca de 4,5 a 6 metros de comprimento, pensando 5 a 6 toneladas e permanecem com a mãe durante todo seu primeiro ano de vida. Exposição de cauda e nadadeiras peitorais, além de borrifos em forma de "V", são comportamentos bastante comuns facilmente observados a partir da costa, e que costumam atrair turistas para a observação das francas. No período de inverno, a maioria dos indivíduos avistados consistem de pares de fêmea e filhote, porém indivíduos adultos solitários ou em grupos sociais também tem sido observados, em número crescente em Santa Catarina.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Primeira baleia franca chega ao Litoral Sul de SC


04-07-2011
Ao que tudo indica, a temporada 2011 das baleias francas no litoral sul de Santa Catarina - especialmente na região de Imbituba e Garopaba – está iniciando. Neste sábado, 2, um indivíduo adulto foi visto pela comunidade local. Na véspera, pescadores anunciaram a presença de um animal na Praia da Ferrugem, o que não se confirmou. Biólogos do Instituto Baleia Franca (IBF), entretanto, não avistaram os cetáceos nos monitoramentos realizados neste sábado.
 
Segundo o presidente do IBF, Enrique Litman, é possível que nas próximas 48 horas outras baleias apareçam, confirmando a informação da comunidade. Com isso, a temporada 2011 de observação de baleias (whale watching) começa a decolar e a expectativa do presidente do IBF é repetir o número expressivo de cetáceos presentes em águas catarinenses em 2008, já que costumam voltar para dar à luz três anos depois. 
 
De acordo com Litman, em Puerto Madryn (Argentina), a temporada está bem movimentada e começou mais cedo, por conta das frequentes tempestades no sul do continente antártico, o que apressa a navegação das francas.  
 
ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DA BALEIA FRANCA - Todos os anos, de junho a novembro, as Baleias Francas (Eubalaena australis) visitam o sul do Brasil em busca de águas mais quentes. Até 1973, as baleias enfrentavam a ameaça dos arpões dos pescadores locais, mas foi naquele ano em que a última baleia franca foi morta em costas brasileiras. Hoje, a mesma região onde se praticava a caça predatória abriga a APA – Área de Proteção Ambiental – da Baleia Franca.  Criada em setembro de 2000, mediante decreto federal, a APA conta com 130 km de extensão, indo do sul de Florianópolis à Praia do Rincão, no Cabo de Santa Marta. Trata-se de uma região rica em diversidade de ecossistemas - praias arenosas, costões rochosos, lagoas costeiras, um complexo lagunar, restingas e banhados, além de vastas áreas de Mata Atlântica preservada que são vitais para muitas espécies marinhas e silvestres. Dessa forma, a APA, além de proteger os animais e seu ecossistema, visa também garantir o uso racional dos recursos naturais da região, ordenar a ocupação e uso do solo e das águas, o turismo, atividades de pesquisas e o tráfego de embarcações e aeronaves.
 
WHALE WATCHING CRESCE EM SANTA CATARINA – O turismo de observação de baleia (whale watching) em Santa Catarina cresceu cerca de 30%, em 2010, em referência ao mesmo período do ano anterior. Os números são da Turismo Vida Sol e Mar (TVSM), operadora licenciada pelo IBAMA e reconhecida pela EMBRATUR, pioneira no  whale watching em Santa Catarina. Do total de passageiros, em 2010, 88% eram brasileiros.  Entre os Estados que mais emitiram turistas figuram Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Em nível internacional, a Alemanha manteve a liderança, seguida pela Espanha, Estados Unidos e Inglaterra. No mesmo compasso, as protagonistas do espetáculo também compareceram em maior número.
 
Conforme a France Press, em 2009, 13 milhões de pessoas observaram baleias em 119 países do mundo, gerando cerca de US$ 2 bilhões. 





terça-feira, 28 de junho de 2011

Filme - DOLPHINS AND WHALES: Tribes of the Ocean






Mergulhe numa aventura envolvente e altamente emocional.

Apresentado por Jean-Michel Cousteau, Golfinhos e Baleias 3D é um
inspirador e divertido filme.
Narrado por Daryl Hannah, leva você desde os recifes de coral do brilho das
Bahamas para as profundezas das águas quentes do Reino de Tonga, para um
encontro íntimo com as tribos sobreviventes do oceano. Através de imagens
impressionantes capturadas pela primeira vez em 3D, você pode observar a
vida e habitats como nunca antes visto. Chegar tão perto de golfinhos e
belugas e quase tocá-los!

Vc pode assistir tambem em tv normal.
Para assistir a versão 3D do filme, você precisa: Full HD 3D jogador TV 3D
+ Blu-ray + óculos compatíveis. Este disco inclui também a versão em 2D,
tocada em todos os players Blu-ray.

Mitos e Verdades Sobre as Orcas - Baleias Assassinas







Neste documentário você descobrirá toda a verdade sobre as chamadas baleias assassinas, que, de fato, não são baleias. E conhecerá os resultados de cinco anos de estudos de uma população com mais de 250 orcas da Nova Zelândia. Este fascinante material investiga porque essas baleias insistem em dirigir-se à costa e encalhar nas praias, explora os laços que unem tão fortemente suas famílias, pesquisa as épocas de migração e descobre suas comidas favoritas. Além disso tudo, você ainda aprenderá como é possível identificar cada baleia através de sua marcas individuais. Um incrível passeio pelo maravilhoso mundo das Orcas, as famosas e temidas baleias assassinas..

Filme - Golfinhos: Profundos pensadores?





Documentário da BBC "Golfinhos: Profundos pensadores?" (Dolphins: Deep thinkers?), que mostra o trabalho histórico da equipe de Louis Herman com os golfinhos-nariz-de-garrafa Akeakamai, Hiapo e Phoenix no Havaí. A pesquisa focou a inteligência e a linguagem desses animais.

Filme - The Cove - A Baía da Vergonha




O documentário traz o caso da indústria pesqueira japonesa (o que inclui não só peixes, mas animais marinhos de um modo geral) e do lobby político feito por um dos países que mais consome comida marinha. Mais do que isso, a produção denuncia a crueldade com os golfinhos na cidade de Taiji e de como após a proibição da caça às baleias esses animais se tornaram principal alvo dos pescadores, mas também da indústria dos parques aquáticos, que movimenta bilhões de dólares em todo o mundo.

The Cove me comove por diversos motivos. Mas se nem todos são sensíveis à vida animal como eu, afirmo que isso vai além da piedade e empatia. De acordo com estudo publicado na Science, se continuarmos na mesma taxa de consumo de peixe,  haverá um colapso das reservas de pescado num prazo de 40 anos. Pode até parecer pessimismo, mas tal acontecimento teria potencial devastador.  Tenho certeza que com o aumento populacional para 7 bilhões de pessoas, também em até 40 anos, haverá aumento na demanda de carne bovina ao mesmo tempo em que será crescente a necessidade de áreas para plantação e habitação. E mais que a carne, os peixes e outros animais marinhos são fontes de alimentos para 7 em cada 10 pessoas no mundo. Isso não é pouco.
O famoso autor do livro “A Empresa Sustentável”, Andrew Savitz,  faz uma analogia ao declínio da, até então próspera, indústria baleeira norte-americana. Segundo o autor, a caça aos animais, que por mais de um século representou o símbolo da prosperidade, entrou em decadência quando foi ignorada a ameaça de extinção desses animais, o que fez com que, em poucos anos, toda a indústria entrasse em colapso. Esse é um exemplo típico do que não é sustentabilidade: ter a questão financeira como única preocupação e medida de sucesso.
Da mesma forma que a indústria baleeira não considerou a finitude dos recursos naturais, seu insumo, nós não estamos considerando que somos nós quem dependemos da natureza e do que ela oferece – e não o contrário. Não é questão de opção, mas de sobrevivência. Se não começarmos a diminuir nosso consumo e impacto no meio ambiente, vai chegar o momento em que seremos obrigados a fazê-lo: pois não haverá carne, pois não haverá locais onde cultivá-la, não haverá peixes, pois já teremos extinto pela pesca predatória e insustentável.
Me pergunto, por que não começar a resolver o problema antes que todo o sistema entre em colapso? Por que continuar com essa matança a fim de preservar um sistema econômico tão falho? Esperar para que aconteça a mesma coisa que aconteceu com a indústria baleeira norte-americana?
Documentários como The Cove só provam o quão somos a espécie mais egoísta e estúpida. Ele certamente trouxe repercussão à causa. Pessoas em todo o mundo, inclusive os japoneses, têm levantado a voz em relação ao que acontece em Taiji – e em tantas partes do mundo.
Uma mudança radical é necessária. E sendo ela processual, é preciso que se comece por cada um. Porém, se não conseguimos mudar uma prática tão localizada, em uma enseada de uma pequena cidade, de um pequeno país, como conseguir mudar atitudes a um nível global?