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domingo, 22 de julho de 2012

Baleias 'misteriosas' ficam em silêncio para evitar predadores


Pesquisadores monitoraram comunicação das baleias de bico de Blainville durante 102 horas

Baleias de bico de Blainville têm comportamento tímido

Cientistas que pesquisam as misteriosas baleias de bico de Blainville publicaram um estudo no qual concluem que esses mamíferos ficam em silêncio em águas rasas para evitar o ataque de predadores.
A pesquisa, publicada na revista científica Marine Mammal Science, é uma das primeiras a registrar como essas baleias se comunicam.
Os pesquisadores também gravaram sons produzidos pelas baleias quando nadam em grandes profundidades. 

Enigmática 
A espécie Mesoplodon densirostris tende a habitar regiões profundas dos oceanos, formando grupos pequenos, que não ultrapassam dez indivíduos.
Além do bico característico, ela possui dentes, alcança até cinco metros de comprimento e pesa, quando adulta, cerca de 800 kg.
Tímidos e discretos, esses cetáceos (ordem dos mamíferos formada por animais adaptados à vida aquática) evitam embarcações, o que dificulta seu estudo e lhes dá um caráter enigmático.
Estudo 
A pesquisadora Natacha Aguilar, da Universidade de La Laguna, em Tenerife (Espanha), e seus colegas da Woods Hole Oceanographic Institution, em Massachusetts (EUA), e da Universidade Aarhus, na Dinamarca, conectaram dispositivos de escuta em oito baleias de bico de Blainville.
Os animais foram monitorados durante 102 horas. 

Os aparelhos gravaram sons produzidos pelas baleias quando vinham à tona para respirar e nadavam próximo da superfície, e também quando os mamíferos mergulhavam em profundidades de até 900 metros.
Os resultados mostraram que a espécie fica silenciosa quando nada a profundidades acima de 170 metros. As baleias também permanecem silenciosas quando estão subindo à tona após seus mergulhos - uma jornada que pode levar até 19 minutos.
A equipe acredita que este comportamento tenha a função de evitar que as baleias sejam detectadas por seu predador, as temidas orcas (Orcinus orca), também conhecidas como “baleias assassinas”.
As orcas tendem a circular em águas rasas e se alimentam de várias espécies de baleias. 
Ao se "esconder" dessa maneira, a baleia de bico de Blainville adotaria uma estratégia efetiva de evitar sua predadora, já que a espécie não é capaz de nadar mais rápido do que a orca e não possui outras defesas contra ela.
Ainda assim, o comportamento surpreendeu os cientistas, que imaginavam que os animais continuariam em contato para manter seus vínculos sociais, especialmente porque tendem a nadar em grupos coesos.
"Para um grupo que vive em sociedades tão coesas e coordena suas atividades, ficar em silêncio perto da superfície é um comportamento inesperado que contrasta bastante com o de outras baleias dentadas", afirmaram os pesquisadores em seu artigo.
Sons 
Quando nadavam a mais de 450 metros de profundidade, as baleias emitiam diversos tipos de sons que permitiam não apenas que se comunicassem, mas que também se orientassem no espaço e procurassem suas presas, afirma a pesquisa.
Segundo os cientistas, alguns dos sons registrados - que eles descrevem como apitos e uma série de sons estridentes - nunca haviam sido gravados antes.
A equipe acredita que os sons em série tenham o papel de coordenar os movimentos dos membros do grupo à medida que se dispersa no final do mergulho, para caçar.



sábado, 21 de julho de 2012

Baleias, mais próximas dos seres humanos do que se acreditava


Discussão sobre emoções e cultura das baleias surge em momento em que se discute a proibição de sua caça.


A baleia partilha algumas faculdades que se acreditava ser estritamente reservada aos seres humanos, segundo estudo divulgado justamente quando cota de caça desses cetáceos começa a ser avaliada.
Segundo biólogos, os cetáceos marinhos, categoria que também inclui golfinhos e botos, têm consciência, sofrem e possuem uma cultura social, aliada a uma capacidade mental.
Sendo assim, como se pode aceitar que elas sejam caçadas com arpões? Esta é a pergunta central dos trabalhos da CBI, que estará reunida até a sexta-feira para discutir a legalização da prática, por dez anos, na Noruega, Islândia e Japão, apesar da moratória em vigor desde 1986.
"Pelas nossas observações, sabemos que muitas baleias grandes apresentam o comportamento mais complexo do reino animal", assegura Lori Marino, neurobiologista da Universidade de Emory de Atlanta, Estados Unidos.
Lori explica que há dez anos, quando trabalhava com golfinhos do gênero Tursiops, percebeu que pela maneira como se olhavam através de um espelho para identificar uma marca colocada em seu corpo, os animais tinham consciência da sua própria identidade, da mesma maneira que um chimpanzé e uma criança humana.
Segundo Georges Chapouthier, neurobiologistas e diretor do Centro Emoção da Universidade Pierre e Marie Curie de Paris, a consciência de si mesmo significa que os golfinhos e baleias, como alguns primatas, experimentam não apenas dor, mas sofrimento. "O sofrimento pressupõe certo nível de funções cognitivas", explicou Chapouthier à AFP.
"É difícil definir de que nível se trata, mas vários estudos demonstram que os mamíferos mais evoluídos são dotados destas funções cognitivas, como os grandes macacos, os golfinhos e, muito provavelmente, as baleias".
Quanto a inteligência, os cetáceos estão em segundo lugar atrás dos homens, pelo tamanho do seu cérebro em proporção ao peso total.
Mais significativas do que o volume são as zonas cerebrais especializadas na cognição e as emoções, e as altas probabilidades de que tenham se desenvolvido graças a interações sociais dentro do grupo, segundo vários estudos publicados em revistas científicas.
Alguns pesquisadores falam inclusive de "cultura", uma noção até hoje usada exclusivamente para oHomo sapiens. "Entre algumas baleias, a cultura é fundamental e sofisticada", assegura Hal Whitehead, da Universidade Dalhousie de Halifax, que explica a existência de comportamentos de transmissão de conhecimento de uma geração para outra, por exemplo, entre baleias azuis.
"Em um dado momento da temporada de reprodução, todos os machos de todos os oceanos cantam mais ou menos um mesmo canto, elaborado, mas esse canto comum evolui com os meses e os anos", apontaram Whitehead e seus colegas em um estudo publicado na revista Biological Conservation.
Alguns pesquisadores observaram orcas que ensinam para outras, originárias de um grupo geográfico diferente, como roubar o pescado das linhas de barcos comerciais.
Por outro lado, duas comunidades de orcas que raramente se juntam apesar de compartilhar as mesmas águas próximas a Vancouver (Canadá), aprenderam a compartilhar os alimentos: umas comem peixes e outras os mamíferos, como focas, explica Whitehead.
Portanto, "eliminar um subgrupo da população é muito mais do que matar uma certa cota de indivíduos. É eliminar uma cultura inteira", insistiu Lori Marino.


Porque as baleias encalham?


Marés, desorientação, doenças e comportamento social levam os grandes mamíferos marinhos à terra.

Grupo de baleias piloto encalhadas em Karikari, Nova Zelândia: desorientação do líder

A notícia de que um grupo de baleias piloto tinha encalhado em uma praia da Nova Zelândiachamou a atenção pelos números: 73 animais. A tragédia, que mobilizou muitos voluntários, traz a pergunta: o que faz uma baleia encalhar, sozinha ou em grupo?

Existem vários motivos para uma baleia encalhar, segundo o veterinário Milton Marcondes, coordenador de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte. Na maior parte dos casos (cerca de 80%), o animal morre no mar, relativamente perto da praia, e a corrente marítima se encarrega de levar seu corpo à areia.
Se ele chega à terra vivo, a questão é mais complicada. “A baleia pode estar doente e ter se deixado levar pela corrente, ou ter sido presa por uma rede de pesca, atropelada por uma embarcação. O animal pode ainda estar com algum problema auditivo ou neurológico que prejudique seu sistema de orientação,” explica Marcondes. “Quando um filhote se separa da mãe, e encalha na praia, a situação é mais dramática, porque ele não tem como sobreviver sem ela,” diz.
Encalhes em massa
Quando dois ou mais animais (sem ser mãe e filhote) encalham juntos, acontece o chamado encalhe em massa, como o da Nova Zelândia. Eles só ocorrem em espécies que vivem em bando, como golfinhos e baleias piloto.
Nesses casos, o animal líder se desorienta ou fica doente e leva todo o grupo com ele. “Antigamente, quando não se sabia que havia esse líder, dizia-se que a baleia ‘cometia suicídio’ – o animal era levado ao alto mar e acabava voltando à praia. Hoje se sabe que elas voltam chamadas por ele,” conta Marcondes. E é difícil descobrir qual baleia lidera o grupo e o que está errado com ela.

Alguns lugares são mais propícios ao encalhe que outros. Litorais muito recortados, como o de Cape Cod, nos Estados Unidos, e praias com declives suaves tendem a confundir as baleias, cujo sonar não identifica onde o mar começa a ficar raso demais.
Uma hipótese controversa tenta explicar a freqüência de encalhes em lugares como a Nova Zelândia. Ela diz que os cetáceos se orientam pelo campo magnético terrestre, e onde suas linhas convergem e sofrem distorções, as baleias se confundem mais facilmente. As praias neozelandesas seriam um destes lugares.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Golfinhos ‘pegam carona’ em baleias jubarte


Muitas espécies interagem com seus selvagens predadores, mas isso não quer dizer que o encontro termine em tragédia. Encontros recentes entre baleias jubarte e golfinhos mostraram o lado brincalhão e divertido dessas interações.
Em dois locais diferentes no Havaí, cientistas observaram golfinhos “montando” nas cabeças das baleias. As baleias levantavam os golfinhos para cima e para fora da água, e então eles deslizavam de volta para baixo.
As duas espécies parecem cooperar na atividade, e não apresentam sinais de agressão ou sofrimento. Baleias e golfinhos de águas havaianas interagem muitas vezes, mas uma atividade social divertida como essa é extremamente rara entre as espécies.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Conheça a narval, uma baleia com chifres


O Narval é um animal marinho classificado como um cetáceo e que pertence à família da baleias. Este mamífero que parece um unicórnio com uma baleia vive nas proximidades do Pólo Norte.
O chifre do animal é feito de marfim e chega a 3 metros de comprimento, pode ser utilizado para conseguir alimentos e para seduzir as fêmeas. Alguns animais possuem dois chifres e a maior preocupação dos ambientalistas é a morte desenfreada dos narvais em função do alto valor comercial que o marfim possui.
O convívio com outros narvais é pacífico com relação aos familiares, porém a hierarquização deles ocorre quando lutam pela presa, principalmente no verão em zonas costeiras.
A alimentação deste mamífero é basicamente o bacalhau e os cefalópodes. Com relação ao mergulho, ele pode chegar até mil metros de profundidade e a sua população é próxima de 50 mil animais.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Baleias jubarte ouvem e passam canções adiante, diz estudo


Registros das atividades das baleias jubarte mostram que elas são capazes de ouvir "canções" e transmiti-las para outros da sua espécie, a milhares de quilômetros de distância.
Pesquisadores na Austrália escutaram centenas de horas de gravações de baleias macho durante mais de uma década.
Essas gravações revelaram como um padrão musical específico, originado no leste da Austrália, passou adiante para populações de baleias na Polinésia Francesa, a seis mil quilômetros de distância - tal como as músicas que "grudam" nas nossas cabeças quando cantadas por outras pessoas.
As descobertas foram relatadas no periódico científico Current Biology.
'Tendências culturais'
A equipe de pesquisadores, liderada por Ellen Garland, da Universidade de Queensland, diz que as descobertas mostram que os animais transmitem "tendências culturais" por longas distâncias.
"Dentro de uma população, todos os machos cantam a mesma canção", explicou Garland. "Mas essa canção muda constantemente. Então queríamos observar a dinâmica das canções ao longo do oceano."
Para isso, ela e seus colegas estudaram as gravações de 775 canções de baleias jubarte, feitas por cientistas do consórcio South Pacific Whale Research.
"Vários sons diferentes compunham as canções", disse Garland. "Há gemidos, chiados e rosnados de baixa frequência, além de gritos mais altos e todas as variações de (notas) altas e baixas."
Padrões desses sons compõem frases, e as baleias repetem as frases - como versos repetidos - por até 30 minutos.
Com um software de análise de sons, a equipe de Garland descobriu que quatro novas canções desenvolvidas por uma população de baleias no leste australiano gradualmente se difundiram rumo ao oeste oceânico.
Dois anos depois de uma nova canção ter sido "inventada", baleias na Polinésia Francesa estavam cantando a mesma "versão".
Os pesquisadores creem que as baleias no Pacífico Sul podem ouvir e aprender novas canções durante sua migração anual para a Antártica.
"A população (de baleias) do leste da Austrália é a maior da região, com mais de 10 mil jubartes", explicou Garland. Como estão em grande número, elas podem ter maior influência sobre quais canções vão "pegar".
O biólogo Peter Tyack, do Instituto Oceanográfico Woods Hole, nos EUA, diz que o estudo australiano apresenta "uma nova maneira de olhar para a cultura desses animais".
"Eles são muito móveis, podem nadar centenas de quilômetros por dia. E suas canções são carregadas pelas águas", disse. "Então bastam alguns machos itinerantes agindo como embaixadores culturais para espalhar as canções (para outras populações)."
Cantores gigantes
Apesar de ainda haver dúvidas quanto a se as canções cantadas pelos machos são destinadas às fêmeas ou a eles mesmos, a maioria dos cientistas acredita que a música tenha um papel no processo reprodutivo.
"Observamos 'cantores' competindo entre si e fêmeas se unindo aos 'cantores', então acreditamos (que o ato de cantar) esteja associado à procriação", disse Tyack.
Patrick Miller, do centro de pesquisas de mamíferos aquáticos da Universidade de St. Andrews (Grã-Bretanha), disse que o estudo sugere que "alguns fatores de larga escala, antes não detectados, promovem as mudanças anuais nas canções das jubartes".
"Podemos apenas especular sobre esses fatores, mas a exploração disso certamente abrirá caminho para um novo entendimento da vida desses gigantes cantores e cosmopolitas."

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mergulhando com Moby Dick


Estas fantasticas imagens mostram os mergulhadores com snorkels, frente a frente com um dos maiores cetaceos do mundo....os Cachalotes.
Aqui o fotografo e biologo marinho, Arun Madisetti, mostra o lado gentil do cachalote. As fotos foram tiradas em Dominica, no Caribe, aonde Arun vive hoje em dia.
A Comunidade de Dominica é conhecida regionalmente como a  capital do Whale Watching ( observacao de baleias) do Caribe, e cerca de 200 cachalotes são encontrados ao largo da costa, embora sejam difíceis de rastrear.

Os mergulhadores só usam snorkels, porque as bolhas de ar dos tanques de mergulho podem perturbar os belos animais.
Arun disse: Obter imagens de qualquer mamífero marinho seja para a pesquisa ou o prazer é geralmente uma mistura de horas de tédio,  juntamente com momentos inesqueciveis de ação e pura adrenalina.
Às vezes as baleias sobem até o barco para um check,  passam ao lado do barco, e raramente, param e comecam a rolar como se fossem um cachorrinho de 30 toneladas.
Em uma epoca, existiam aproximadamente  um milhao de cachalotes, que foram drasticamente reduzidos em questao de 200 anos, perseguidas pelo seu valorizado oleo branco, encontrado em sua cabeca e usado em velas, cosmeticos, sopas e maquinas de oleo.

O óleo em sua gordura foi utilizado em lubrificantes especializados, lápis, impermeabilização de couro e muitos compostos farmacêuticos. O âmbar, uma substância cerosa encontrada no estômago da baleia também foi usado como fixador para perfumes.

Os cachalotes têm o maior cérebro do mundo animal, e são os maiores animais com dentes.
Mergulham a  profundidades de ate três quilômetros para se alimentarem de lulas gigantes.
O som do clique que eles fazem, é também o mais alto som feito por qualquer animal.
Em 1820, um navio baleeiro americano, o Essex, foi atacado e afundado por uma baleia cachalote, que inspirou Herman Melville a escrever o conto clássico Moby Dick.
                                 Moby Dick









domingo, 17 de outubro de 2010

Foto de baleia azul em tamanho real.



Você já sabe que a baleia azul é atualmente o maior animal vivo (wikipédia) no planeta mas, exceto por alguns poucos sortudos, a maioria de nós não tem a real dimensão de quão magnífico é este enorme mamifero aquático.
Para dar um idéia clique neste link, onde você poderá ver uma imagem em tamanho real deste belo animal (sim demora para carregar a imagem completa).
http://www.wdcs.co.uk/media/flash/whalebanner/whalebanner.html

Fezes de baleia fertilizam os oceanos



Organismos menores, como micróbios, plâncton e peixes, são geralmente considerados o centro do ciclo de nutrientes das cadeias alimentares do oceano. No entanto, muita gente desconhece os benefícios trazidos por mamíferos marinhos tão grandes como as baleias. Agora, um novo estudo acredita que as baleias têm uma influência direta muito importante sobre a produção de plantas na base desta cadeia alimentar.
Acreditem ou não, o cocô da baleia pode servir de fertilizante para os oceanos. Segundo estudiosos da área, a baleia é um dos poucos mamíferos que não produz excrementos normalmente sólidos. Pelo contrário, o cocô da baleia parece mais uma pasta.
Esse excremento é semelhante a um tufo de lã. O cocô da baleia não desce ao fundo do oceano. Na verdade, essa “pluma” flutua na superfície. Esse fenômeno pode explicar como os ecossistemas do oceano são fertilizados.
As baleias, por causa das suas fezes ricas em nutrientes, desempenham um papel importante no transporte de nutrientes. O que elas comem em águas profundas, através de seus excrementos elas levam até a superfície. Lá, esses nutrientes fertilizam plantas flutuantes minúsculas, chamadas fitoplâncton.
Para apoiar essa ideia, a equipe analisou 16 amostras de fezes de baleias jubarte, e encontraram concentrações de nitrogênio bastante elevadas. Os resultados das análises mostraram uma forte ligação entre a taxa de produção de uma forma de nitrogênio usada pelos micróbios e fitoplânctons, e o nitrogênio do cocô de baleia.
A presença das baleias permite que mais fitoplâncton cresça, aumentando a produção de criaturas que se alimentam dele. Ou seja, mais pesca e abundância em todas as regiões com muitas baleias.
Em algumas partes do oceano, a poluição por nutrientes, tais como resíduos agrícolas, fertiliza em excesso e cria zonas mortas, como no Golfo do México. No entanto, falta nutrientes em muitas áreas do Hemisfério Norte, incluindo o Golfo do Maine, onde este estudo foi realizado.
Durante o verão, a produtividade é limitada porque o nitrogênio é limitado. Assim, a adição de nitrogênio nas águas sob a forma de fezes de baleia pode provocar o crescimento do fitoplâncton, e aumentar essa produtividade.
Por causa da caça às baleias, elas provavelmente desempenhavam um papel muito maior nos ecossistemas no passado do que agora. De qualquer forma, a constatação da importância desse animal chama a atenção para a necessidade de leis eficientes que as protejam. [LiveScience]

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Grande e Bonito

Ottawa, Canada
Canada Post publicou hoje o seu maior selo até hoje - 12,8 x 4,9 cm.  O selo Blue Whale foi produzido usando uma combinação de duas técnicas de impressão: intaglio (para a baleia em primeiro plano) e litografia (para as cores do fundo). O selo foi ilustrado por Suzanne Duranceau.

As baleias e os golfinhos dormem?



Baleias e golfinhos são mamíferos; portanto, em vários aspectos, eles são como os humanos. Entre outras coisas, eles têm estrutura óssea similar à nossa, sangue quente, e dão à luz a "bebês". As maiores diferenças entre estes animais e os seres humanos estão relacionadas aos seus respectivos ambientes. Baleias e golfinhos têm um sistema respiratório diferente que permite que passem longos períodos de tempo (às vezes 30 minutos ou mais) debaixo d'água, sem inalar oxigênio.
Em terra, os seres humanos e outros mamíferos respiram involuntariamente: Se não decidirmos respirar ou não, nosso corpo captará o ar automaticamente. Como vivem em um ambiente submarino, baleias e golfinhos precisam ser respiradores conscientes: Têm de decidir quando respirar. Conseqüentemente, para respirar precisam ser conscientes. O problema está aí, já que cérebros de mamíferos precisam entrar em um estado inconsciente de tempos em tempos para funcionar corretamente.
Os golfinhos têm muito tempo para tirar uma soneca entre suas viagens à superfície do oceano, claro, mas não é uma opção viável. Quando se é um respirador consciente, é impossível ficar completamente inconsciente, e se você não acorda a tempo? A solução para baleias e golfinhos é deixar metade do cérebro dormir enquanto a outra permanece acordada. Assim, o animal nunca está completamente inconsciente, mas ainda assim tem o repouso necessário.
Cientistas estudaram este fenômeno em golfinhos, usando a eletroencefalografia. Neste processo, eletrodos presos à cabeça medem os níveis de eletricidade no cérebro. Os eletroencefalogramas (EEGs) dos cérebros dos golfinhos mostram que no ciclo do sono, metade do cérebro do golfinho de fato "desliga" enquanto a outra metade ainda está ativa. Os pesquisadores observaram que os golfinhos ficam neste estado por aproximadamente oito horas por dia.
Não sabemos como eles se sentem neste estado de repouso, mas podemos adivinhar. É provavelmente algo como o estado de semiconsciência que experimentamos quando começamos a dormir. Ficamos muito próximo da falta de consciência, mas ainda estamos cientes o bastante do que acontece à nossa volta para acordarmos por completo se precisarmos.
E onde as baleias e os golfinhos dormem? Eles provavelmente poderiam dormir em qualquer lugar, mas faz mais sentido se eles dormirem próximos à superfície do oceano para que possam subir para respirar com mais facilidade. É comum ver os golfinhos nadando devagar na superfície, com muito pouco movimento. Aparentemente, estes golfinhos estão em repouso.
Fonte:http://ciencia.hsw.uol.com.br/questao643.htm